quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DOCÊNCIA INTERATIVA, PRESENCIAL E ONLINE

Marco Silva
Interatividade é a modalidade comunicacional que ganha centralidade na ciber cultura.Exprime a disponibilização consciente de um  mais comunicacional de modo expressamente complexo, presente na mensagem e previsto pelo emissor, que abre ao receptor a possibilidade de responder ao sistema de expressão e de dialogar com ele. Grande salto qualitativo em relação ao modo de comunicação de massa que prevaleceu até o final do século XX. O modo de comunicação interativo ameaça a lógica unívoca da mídia de massa, oxalá como superação do constrangimento da recepção passiva.
Especificamente sobre educação a distância, é preciso evidenciar que essa modalidade já tem história, mas só agora vive seu boom com a internet. Mesmo que ainda prevaleçam outros suportes midiáticos (o impresso via correio, rádio e TV), não há dúvida de que seu futuro promissor é online.
Seja em situação de aprendizagem presencial, seja online, o professor pode tomar o conceito complexo de interatividade e com ele modificar seus métodos de ensinar baseado na transmissão. Na sala de aula interativa presencial e online,a aprendizagem se faz com a dialógica que associa emissão e recepção como pólos antagónicos e complementares na co- criação da comunicação e da aprendizagem. Nós, professores, tivemos diversos mestres em Educação questionando nossa prática
docente baseada na pedagogia da transmissão. Doravante teremos, além desses valorosos mestres, o desafio da cibercultura. Cito, por exemplo, dois dos maiores gênios brasileiros que souberam provocar tão intensamente: Anísio Teixeira e Paulo Freire. Num primoroso texto avançado em seu tempo, Teixeira (2003) deixa claro que o professor deveria lançar mão dos "novos recursos tecnológicos e dos meios audiovisuais.  não para transmitir conteúdos, ao contrário, para buscar neles o rompimento com a pedagogia da transmissão, ou seja, rádio, cinema e televisão "irão transformar o mestre no estimulador e assessor do estudante". De "guardião e transmissor da cultura", o mestre seria transformado, graças à parceria com as tecnologiasde comunicação, em "guia de aprendizagem" e em "orientador em meio às dificuldades da aquisição das estruturas e modos de pensar fundamentais da cultura contemporânea". Em lugar de transmitir pacotes de informações em sala de aula, o mestre, a
par da dinâmica do conhecimento em permanente expansão, poderia "ensinar ao jovem aprendiz a aprender os métodos de pensar das ciências físico- matemáticas, biológicas e sociais, a fim de habilitá-lo a fazer de toda a sua vida uma vida de instrução e de estudos". Em suma: com as tecnologias dacomunicação, mestres e estudantes estariam mais empenhados em "descobrir, em
aumentar o saber, do que no próprio saber existente propriamente dito". (TEIXEIRA,2003, p. 5)

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