domingo, 25 de agosto de 2013

Nós vivenciamos essa experiência com este trabalho!!
Exatamente assim...

EAD – Trabalhos em grupo e ferramentas colaborativas

 

Ferramentas ColaborativasEstudar em alguns cursos sérios de EAD é um desafio, pois você precisa organizar muito bem o seu tempo e criar uma prática de estudo. Agora o desafio é maior quando os professores solicitam para os alunos realizarem trabalho em grupo.
Já pensou realizar trabalho em grupo, onde os alunos podem estar em qualquer região do Brasil ou do mundo?
Uma forma de encurtar essa barreira da distância é o uso de ferramentas colaborativas.
Antes de pensar em qual é a melhor ferramenta colaborativa, você precisa analisar o tipo do trabalho solicitado e também o nível de conhecimento dos seus colegas do trabalho.
Você precisa pensar em algo simples. Não adianta desejar usar uma ferramenta muito sofisticada e a mesma ser paga e seus amigos não tiverem condições de adquirir essa fermenta ou mesmo ser uma ferramenta gratuita, mas complicada de utilizar.
Precisa avaliar em qual formato você deve entregar o seu trabalho. Normalmente os professores solicitam trabalhos que precisam ser entregues em forma de documento e a maioria aceita em PDF ou em algum formato DOC estilo Word.
Se você sabe que a forma de entrega do trabalho é um documento em formato pdf ou doc, você precisa encontrar uma ferramenta colaborativa que possibilite editar um texto em parceria com seus colegas.
Considerando que a maioria dos colegas possui uma conta no Gmail, a forma mais fácil seria utilizar o antigo Google Docs (agora Google Drive) e compartilhar um documento onde todos pudessem editar ao mesmo tempo. Lógico que o Google Drive é apenas uma sugestão simples e se você pesquisar vai encontrar outras ferramentas disponíveis.  Mas lembre da regrinha de sempre usar algo prático e que seja fácil de usar por todos da equipe.
Possivelmente você precisará realizar algumas reuniões com os integrantes do grupo para o planejamento do trabalho,  conhecer como cada um pode ajudar, organizar a pesquisa do conteúdo e incentivar que todos participem.
Para reuniões do grupo, ferramentas estilo Skype ou Google Talk podem ajudar, principalmente nas reuniões iniciais e depois a troca de mensagens pode ser realizada via redes sociais ou e-mail.
Antes de entregar o trabalho, procurem revisar o texto compartilhado e realizem uma reunião final para todos opinarem se o trabalho está completo e não se esqueçam de definir quem irá enviar o trabalho para o professor.

Uma experiencia, novas aprendizagens

Analisando a historia da educação e o fenômeno da globalização, mediante as leituras desenvolvidas para esse e outros trabalhos sobre o tema, além da rica experiência de estar fazendo uma graduação a distancia, foi possível perceber que a educação a distancia tem sido uma das principais modalidades de ensino desta década, possibilitando ao educando aprimorar e transformar seus conhecimentos por meio do acesso “ilimitado” as informações que circulam no mundo inteiro. 
Com as novas tecnologias, novos ambientes de ensino e aprendizagem surgem aguçando ainda mais a curiosidade e ampliando as possibilidades de comunicação, conhecimento, ensino e aprendizagem. Hoje, pode se dizer que é quase impossível pensar em educação, sem pensar em internet, computador, televisão, entre outros recursos midiáticos que fazem parte do nosso cotidiano. O processo de ensino e aprendizagem vai acontecendo a todo o momento, e também vai se transformando, pois, é vivo, ativo e dinâmico. Não podemos mais apenas receber informações que são passados  por nossos professores, como por muito tempo se acreditava na pedagogia tradicional, baseado na concepção de educação bancaria. 
Hoje, ao passo que estamos recebendo uma informação, buscando um determinado conhecimento, outros também estão e assim, graças às novas tecnologias, temos a possibilidade de questioná-los, confronta-los e transforma-los, por meio do ensino colaborativo e da cibercultura, superando a pedagogia da transmissão. A criação deste blog é um exemplo disso, e, devo confessar,  uma experiência riquíssima para o meu aprendizado, pois criamos juntas, eu e mais três alunas, um novo ambiente de informações e conhecimentos por meio do contato virtual que estará em constante modificação e servirá de apoio, auxilio, como uma ferramenta de aprendizagem para outros “internautas”, sejam estes alunos, educadores, pesquisadores, ou apenas curiosos.


Meus aprendizados....

Durante a organização deste blog, desde o começo do trabalho, ainda por e-mail e por facebook, iniciamos uma brilhante trajetória que pode ser chamada de "Interação na Educação". Para  mim, o foco principal abordado no trabalho,  se deu justamente pela  troca de informações em tempo real. Quando cada colega fazia uma nova postagem, eu entendia como acontece uma  EAD e  online baseada no que podemos chamar " Pedagogia do Futuro"ou " Pedagogia da Autonomia" na era das novas tecnologias...superando a Pedagogia da Transmissão. Foi muito mais interessante  discutir o conceito sugerido na atividade proposta no trabalho em grupo do que numa folha digitada para ser entregue no Pólo ou pela Plataforma! Muito mais conhecimento adquirido, sem dúvidas. Eu ficava ansiosa para conferir o blog todo dia e me comunicar com as colegas do grupo a fim de atingirmos nossos objetivos, e o melhor, aprendi de verdade.Não foi uma leitura dinâmica resumida e decorada, mas sim a criação de um novo conceito baseado em pesquisas. Estou muito orgulhosa com o resultado e decidida que: a interação na educação deve ser a metodologia na construção de um ensino de qualidade. Grandes abraços a todos.  Meus sinceros agradecimentos às minhas parceiras do blog e a esta disciplina.Carla Cristina.
Pólo Itaguaí- 8º Período.

sábado, 24 de agosto de 2013

PARA TODOS REFLETIREM....

Vamos refletir...

A construção do conhecimento já superou as paredes da sala de aula. Hoje, se aprende tanto fora da escola quanto dentro dela. Cada vez mais o ambiente escolar se transforma num espaço colaborativo e convidativo, semelhante ao contexto de uma rede social.  Um dos pontos que revelam essa mudança é o uso de tecnologias no ambiente de aprendizagem.
Através deste trabalho percebi o quanto é importante estarmos preparados para um novo desafio a cada instante.
Cátia Cilene dos Santos de Oliveira Lima
Pólo Itaguaí

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Refletindo...

Pude perceber que apesar da distância geográfica as novas tecnologias aproximam as pessoas provocando mudanças de hábitos, comportamentos, posturas...
O ambiente virtual nos disponibiliza recursos interessantes que despertam a criatividade e a interação, fugindo do paradigma da educação de transmissão.
No nosso contexto, para atender a proposta da atividade da disciplina EAD, criamos este blog sem nos conhecermos pessoalmente, utilizando apenas ferramentas digitais.
Houve aprendizagem significativa sobre o tema abordado com a participação das quatro componentes do grupo, através de e-mails, das redes sociais e de pesquisas na internet interagimos e postamos o que o grupo classificou como importante.
Assim, verificamos que atualmente todos têm a possibilidade cibercultural de compartilhar informações e nos relacionarmos virtualmente para estudar, aprender  ou outros fins.
 
Cristina dos Santos
Polo Itaguaí

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CIBERCULTURA O QUE MUDA NA EDUCAÇÃO
Cibercultura e o novo paradigma comunicacional
Cibercultura é o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes,
de modos de pensamento e de valores, que se desenvolvem juntamente com o crescimento
do ciberespaço. O termo cyberspace aparece no romance Neuromancer (1984), de Gibson, para
definir uma rede de computadores futurista que as pessoas usam conectando seu cérebro a ela.
Ciberespaço é o "novo meio de comunicação que surge com a interconexão mundial de computadores;" é "o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade
apartir do início do século 21"; "espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial
dos computadores e das memórias dos computadores"; "novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também o novo mercado da informação
e do conhecimento" que "tende a tornar-se a principal infra-estrutura de produção, transação e
gerenciamento econômicos". (LÉVY, 1999, p. 32-167). Podemos dizer que ciberespaço significa rompimento paradigmático com o reinado da mídia de massa baseada na transmissão. Enquanto
essa efetua a distribuição para o receptor massificado, o ciberespaço, fundado na cod
ificação digital, permite ao indivíduo teleintra-interante a comunicação personalizada, operativa e colaborativa em rede hiper-textual. Em termos práticos, pode-se dizer: o site não deve ser assistido como se faz diante da tela da TV, e sim, manipulado, operado, pois a tela do computador conectado pressupõe imersão/participação/intervenção do indivíduo - experiência incomum na mídia de massa.
O professor atento poderá verificar que os sites ainda são, em geral, para se ver e saquear, e não, para interagir. Poderá concluir, então, que os especialistas em produção de websites
estão subutilizando o digital. É como se os webdesigners ou os criadores de sites tivessem  inveja da televisão, disponibilizando conteúdos online somente para que os internautas vejam e façam download.
Isso denuncia a força da tradição da transmissão não somente em Educação e na mídia de massa. Assim, professores e webdesigners poderão perceber que interagir é mais que assistir, ou seja, se aprendiz ou usuário produz, usa e controla, ele ganha; já se ele se tornar um usuário pacífico, que apenas fica sentado em frente à tela ou em frente ao professor, ao quadro negro, ele perde, torna-se tudo entediante. A modalidade comunicacional que emerge com a cibercultura chama-se interatividade. Não se trata meramente de um novo modismo. O termo significa a comunicação que se faz entre emissão e recepção entendida como co-criação da mensagem. Há críticos que vêem mera aplicação oportunista de um termo da moda para significar velhas coisas como diálogo e reciprocidade. Há outros acreditando que interatividade tem a ver com ideologia publicitária, estratégia de marketing, fabricação de adesão, produção de opinião pública.
Há também aqueles que dizem jamais se iludir com a interatividade entre homem-computador, pois acreditam que, por trás de uma aparente inocência da tecnologia amigável, soft, progride a dominação das linguagens infotécnicas sobre o homem. Sem dúvida, aqui estão críticas pertinentes. No entanto, há muito mais a dizer sobre esse conceito emergente, particularmente, sobre sua importância em Educação.
A despeito dessa banalização, pode-se verificar a emergência histórica da interatividade como novo paradigma em comunicação. A transmissão (emissão separada da recepção) perde sua força na era digital, na cibercultura, na sociedade da informação quando está em emergência a imbricação de, pelo menos, três fatores:
•tecnológico: novas tecnologias informáticas conversacionais, isto é, a tela do computador não é espaço de irradiação, mas de adentramento e manipulação, com janelas móveis e abertas a múltiplas conexões. Os informatas encontraram uma nova palavra para exprimir a novidade do computador que substitui as herméticas linguagens alfanuméricas pelos ícones e janelas tridimensionais que permitem interferências e modificações na tela;
•mercadológico: estratégias dialógicas de oferta e consumo envolvendo cliente- produto-produtor são valorizadas  pelos especialistas em propaganda e marketing;
•social: há um novo espectador, menos passivo diante da mensagem mais aberta à sua intervenção, que aprendeu com o controle remoto da TV, com joystick do videogame e agora aprende com o mouse. (SILVA, 2003a, p. 25-67)

Ouvindo a voz da experiência....

Com vocês, palavras de quem entende do assunto...


O papel do Professor frente a integração das mídias

Utilizar mídias na prática pedagógica nem sempre significa integrá-las a ela. Muitas vezes os educadores as utilizam como um complemento das aulas, mas não aproveitam o potencial inovador das tecnologias, de forma que estas servem apenas para reforçar velhas práticas. A integração das mídias ocorre à medida que os educandos, através de seu uso, encontram oportunidades de construir seu conhecimento, através da mediação do professor. O professor somente consegue integrar as mídias ao seu fazer pedagógico quando tem uma postura diferente da tradicional, em que ensinar é transferir conhecimentos. Quando o foco sai do professor, para priorizar o aluno, como um sujeito na construção do seu conhecimento, certamente as mídias exercem um grande papel como ferramentas auxiliares nesse processo. O educador precisa saber contextualizar a aprendizagem, o que é significativo para os educandos, trabalhando com projetos do interesse dos mesmos, partindo da realidade vivenciada. Deve dar espaço para que desenvolvam competências através da significação e ressignificação das informações, transformando-as em conhecimentos. Um exemplo de atividade que pode integrar as tecnologias é a metodologia de pesquisa realizada na internet , na qual o professor pode ser o autor, publicando a proposta. Os alunos buscam informações que deverão ser transformadas em conhecimentos realizando tarefas lançadas como desafios. Nessa metodologia, os educandos aprendem a trabalhar de forma colaborativa, refletindo sobre as informações ao invés de simplesmente copiar e colar, como muitas vezes ocorre. Assim também em outras ferramentas nas quais é possível interagir, os educandos ganham autonomia e aprendem a pensar.

Obviamente é preciso que o educador compreenda as linguagens midiáticas e isso só poderá ocorrer com formação continuada, através de redes colaborativas em que haja trocas de informações e saberes entre os pares. A curiosidade de aprender a aprender é fundamental para que a reflexão e a mudança sobre a prática ocorram. O educador precisa ter a competência de ser um aprendiz., ser pesquisador. De buscar a própria formação, inserindo–se em listas de discussão, participando de fóruns, buscando parcerias de trabalho em comunidades virtuais e também entre os colegas da escola. Moran afirma que “faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, as utilizaremos para comunicar-nos mais, para interagir melhor. Se somos pessoas autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas nas nossas mentes”. Utilizar a internet ou outras mídias apenas para receber informações é reforçar a ideia do professor detentor do saber. Paulo Freire buscava fundamentar o ensino-aprendizagem em ambientes interativos, através de recursos audiovisuais. Ele deixou claro a importância da comunicação no processo de construção do conhecimento e que este acontece em outros lugares além da escola. Através da interação é possível que o educando passe a ser autor e não mero receptor. O educador deve ser instigador da reflexão e mediador no processo de construção do conhecimento.

 O cenário atual da Educação a Distância vem passando por transformações a partir de um contexto de mudanças de valores, em que a diversidade cultural se faz presente, assumindo um papel importante na sociedade, na qual a globalização gera a necessidade de comunicação e informação sem fronteiras. Por isso, o planejamento das aulas precisa ser aberto a mediações cooperativas, de caráter flexível e comprometido com um espaço de trocas de experiências. Contribuindo assim, para a formação de um cidadão crítico-reflexivo.
A atuação do indivíduo no processo educativo precisa estar voltada para o desenvolvimento de novas habilidades e  na efetivação das interações com o grupo e com pessoas de outros meios sociais e culturais.

Cristina dos Santos








quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DOCÊNCIA INTERATIVA, PRESENCIAL E ONLINE

Marco Silva
Interatividade é a modalidade comunicacional que ganha centralidade na ciber cultura.Exprime a disponibilização consciente de um  mais comunicacional de modo expressamente complexo, presente na mensagem e previsto pelo emissor, que abre ao receptor a possibilidade de responder ao sistema de expressão e de dialogar com ele. Grande salto qualitativo em relação ao modo de comunicação de massa que prevaleceu até o final do século XX. O modo de comunicação interativo ameaça a lógica unívoca da mídia de massa, oxalá como superação do constrangimento da recepção passiva.
Especificamente sobre educação a distância, é preciso evidenciar que essa modalidade já tem história, mas só agora vive seu boom com a internet. Mesmo que ainda prevaleçam outros suportes midiáticos (o impresso via correio, rádio e TV), não há dúvida de que seu futuro promissor é online.
Seja em situação de aprendizagem presencial, seja online, o professor pode tomar o conceito complexo de interatividade e com ele modificar seus métodos de ensinar baseado na transmissão. Na sala de aula interativa presencial e online,a aprendizagem se faz com a dialógica que associa emissão e recepção como pólos antagónicos e complementares na co- criação da comunicação e da aprendizagem. Nós, professores, tivemos diversos mestres em Educação questionando nossa prática
docente baseada na pedagogia da transmissão. Doravante teremos, além desses valorosos mestres, o desafio da cibercultura. Cito, por exemplo, dois dos maiores gênios brasileiros que souberam provocar tão intensamente: Anísio Teixeira e Paulo Freire. Num primoroso texto avançado em seu tempo, Teixeira (2003) deixa claro que o professor deveria lançar mão dos "novos recursos tecnológicos e dos meios audiovisuais.  não para transmitir conteúdos, ao contrário, para buscar neles o rompimento com a pedagogia da transmissão, ou seja, rádio, cinema e televisão "irão transformar o mestre no estimulador e assessor do estudante". De "guardião e transmissor da cultura", o mestre seria transformado, graças à parceria com as tecnologiasde comunicação, em "guia de aprendizagem" e em "orientador em meio às dificuldades da aquisição das estruturas e modos de pensar fundamentais da cultura contemporânea". Em lugar de transmitir pacotes de informações em sala de aula, o mestre, a
par da dinâmica do conhecimento em permanente expansão, poderia "ensinar ao jovem aprendiz a aprender os métodos de pensar das ciências físico- matemáticas, biológicas e sociais, a fim de habilitá-lo a fazer de toda a sua vida uma vida de instrução e de estudos". Em suma: com as tecnologias dacomunicação, mestres e estudantes estariam mais empenhados em "descobrir, em
aumentar o saber, do que no próprio saber existente propriamente dito". (TEIXEIRA,2003, p. 5)

Como superar a Pedagogia de Transmissão?

COMO SUPERAR A PEDAGOGIA DE TRANSMISSÃO?

DICAS IMPORTANTES:

•O professor precisará se dar conta de que transitamos da mídia clássica
para a mídia online.
•O professor precisará se dar conta do hipertexto próprio da tecnologia
Digital.
•O professor precisará se dar conta da interatividade como mudança fundamental do esquema clássico da comunicação.
•O professor precisará se dar conta de que pode potencializar a comunicação e a aprendizagem utilizando interfaces da Internet.

Quer saber mais?
Leia : Tecnologias na escola


E a reflexão continua!

E a reflexão continua!

Após vermos no que consiste a Educação a Distancia e o que é a Pedagogia da Transmissão, é hora de refletirmos sobre como está acontecendo EAD na contemporaneidade; ou seja, se a concepção de EAD está realmente se modificando, visando uma educação para transformação, como sugere o vídeo postado, ou se ainda, na maioria dos casos, continua a serviço a pedagogia tradicional, com a pura transmissão de conteúdos, mas utilizando novos meios de comunicação, o que só  contribui para a manutenção da sociedade tal como ele está, onde a classe dominante permanece no poder, pois sem reflexão não há transforma.



E você, o que acha? De a sua contribuição!


Paulo Freire e a Educação Bancária

Essa imagem nos mostra claramente o que é a pedagogia tradicional, baseada numa "educação bancária", como nos diz Paulo Freire.



O texto abaixo explica o que é uma educação bancaria, fomentada pela Pedagogia da Transmissão. 

 Exemplo de educação antidialógica é a "concepção bancária da educação" (FREIRE, 1983, p. 66), a qual mantém a contradição entre educador-educando (cf. idem, p. 67). A concepção bancária distingue a ação do educador em dois momentos, o primeiro o educador em sua biblioteca adquire os conhecimentos, e no segundo em frente aos educandos narra o resultado de suas pesquisas, cabendo a estes apenas arquivar o que ouviram ou copiaram. Nesse caso não há conhecimento, os educandos não são chamados a conhecer, apenas memorizam mecanicamente, recebem de outro algo pronto. Assim, de forma vertical e antidialógica, a concepção bancária de ensino "educa" para a passividade, para a acriticidade, e por isso é oposta à educação que pretenda educar para a autonomia. 

Disponivel em http://www.pucrs.br/edipucrs/online/autonomia/autonomia/3.6.html

A EAD e a Pedagogia da Transmissão

             Para ilustrar a relação entre educação a distancia e pedagogia da transmissão, temos esse belo video feito por graduandos do Cederj. Vale a pena assistir, pois fala sobre as mudanças na concepção da educação a distancia, ao longo do tempo.

A Pedagogia da Transmissão

A Pedagogia de Transmissão
Como temos percebido, a educação a distancia surge como mais um meio para se conseguir alcançar uma educação de qualidade, a frente de seu tempo, e que possibilita a superação da pedagogia tradicional, a “Pedagogia da Transmissão”, desde que proporcione a reflexão, a busca pelo conhecimento e questionamento incessante sobre o que se pretende saber.
Mas, o que é  “Pedagogia da Transmissão”? O texto abaixo nos dá uma noção do tema.

A Pedagogia de Transmissão parte da premissa de que as idéias e conhecimentos são os pontos mais importantes da educação e, como conseqüência, a experiência fundamental que o aluno deve viver para alcançar seus objetivos é a de RECEBER o que o professor ou o livro lhes oferecem. O aluno é considerado como uma "página em branco" onde novas idéias e conhecimentos de origem exógena serão impressos. Ainda que tradicionalmente a pedagogia de transmissão venha acompanhada pela exposição oral do professor, (...) a verdade é que em muitos casos a moderna tecnologia educacional com seus complicados conjuntos multimeios pode não ser nada mais que um veículo sofisticado de mera transmissão. É necessário observar que a pedagogia de transmissão não está circunscrita as situações de educação formal, mas quase sempre pode estar presente nas situações de educação não-formal. Assim, quando se criticam os agentes de treinamento em campos profissionalizantes, de usar um estilo autoritário e vertical na transmissão de, por exemplo, novos conhecimentos técnicos, em geral o que se pretende denunciar é uma entrega de conheci-
mentos sem o correspondente esforço para desenvolver as habilidades intelectuais (observação, análise, avaliação, extrapolação, compreensão, etc.)

As possíveis conseqüências desta pedagogia seriam:
No âmbito individual:
- elevada absorção de informação; 
- hábito de tomar notas e memorizar; 
- passividade do aluno e falta de atitude crítica; 
- profundo 'respeito' quanto às fontes de informação (professores ou textos); 
- distância entre teoria e prática; 
- tendência ao racionalismo radical; 
- preferência pela especulação teórica; 
- falta de 'problematização' da realidade.

No âmbito social:
- adoção inadequada de informações e tecnologia de países desenvolvidos; 
- adoção indiscriminada de modelos de pensamento elaborado em outras regiões (inadaptação cultural); 
- conformismo; 
- individualismo e falta de participação e cooperação; 
- falta de conhecimento da própria realidade e, conseqüentemente, imitação de padrões intelectuais, artísticos e 
institucionais estrangeiros; 
- submissão à dominação e ao colonialismo; 
- manutenção da divisão de classes sociais (do status quo).

Parece evidente que a pedagogia da transmissão não coincide com as aspirações de um desenvolvimento baseado na transformação das estruturas, o crescimento pleno das pessoas e sua participação ativa no processo de mudança, evolução.
Finalizando, é bom lembrar que no processo ensino/aprendizagem de capacitação existe um sério perigo de adotar a pedagogia da transmissão: o fato de que se transmitem não só conhecimentos ou idéias, mas também procedimentos e práticas, não altera o caráter transmissivo do fenômeno, já que os procedimentos inculcados provêm integralmente de uma fonte que já o possui e o aluno não faz outra coisa senão receber e adotar (por repetição). Assim sendo, fica evidenciada a falha pela falta de uma postura reflexiva diante de possíveis problemas que venham a surgir.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

SEED - Secretaria de Educação a Distância

A Secretaria de Educação a Distância – SEED – foi oficialmente criada pelo Decreto nº 1.917, de 27 de maio de 1996. Entre as suas primeiras ações, nesse mesmo ano, estão a estreia do canal Tv Escola e a apresentação do documento-base do “programa Informática na Educação”, na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED). E após uma série de encontros realizados pelo País para discutir suas diretrizes iniciais, foi lançado oficialmente, em 1997, o Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação –, cujo objetivo é a instalação de laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação, por meio da SEED, atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras.

portal.mec.gov.br/seed/‎

O que é educação a distância?

 A EaD é uma modalidade de ensino que cada vez mais está se destacando no cenário atual, principalmente porque se adapta a diferentes realidades dos alunos que procuram formação mediante este meio. Não se trata de uma forma facilitada de conseguir títulos, muito menos de formação de baixa qualidade. Trata-se de um sistema que atende as necessidades de um público específico e está atingindo cada vez mais segmentos. Utiliza-se de certos recursos didáticos, no caso os multimeios tecnológicos que tem por objetivo substituir, ou tentar aproximar, a relação de professor e aluno, mesmo que estejam fisicamente distantes.
   No Brasil sua evolução histórica é marcada pelo aparecimento e a disseminação dos meios de comunicação. Esta modalidade de educação também passou pela fase da correspondência, do rádio, da televisão, até chegar à atuação conjugada de vários meios de comunicação, entre eles os favorecidos pelo uso da internet.
   O paradigma unidirecional presente nos meios de massa, baseado na Pedagogia da transmissão, tem como características principais o professor como único detentor do conhecimento, falta de interação e criatividade, alunos passivos e metodologias ultrapassadas.
   O que predominou, até a virada do século, no ensino à distância foi a mera transposição para o virtual, sem adaptações adequadas, das técnicas consagradas do presencial. Nesta época as ferramentas utilizadas na EAD privilegiaram o modelo com foco mais na informação e menos na interação, o que ocorre também com muita frequência nos cursos presenciais, com o foco mais no apresentador do que na plateia.
   A comunicação virtual precisa ter o foco redirecionado na interação, na construção cooperativa e na aprendizagem colaborativa. Entretanto, para haver esta interação entre emissor e receptor é preciso reconhecer que o resultado desse novo processo de ensino/aprendizagem é evolutivo, onde tudo deve ser questionado, discutido e ajustado.
   O importante, além da forma ou os meios de transmissão do conhecimento, é a dinâmica criada entre os atores e as ferramentas disponíveis. É preciso que, tanto alunos como professores ou tutores, cientes de suas responsabilidades, sem medo de errar, colaborem para a criação de um ambiente favorável ao ensino/aprendizagem. Nesse caso a distância entre o transmissor e os receptores deixa de ser uma variável importante.
   O processo de educação pressupõe a comunicação e esta não pressupõe necessariamente a presença, mas é necessária a interação. A presença pode ser ativa ou passiva, enquanto a interação é sempre uma ação que envolve os dois lados de um processo de comunicação. Se somente um dos lados toma a ação, não temos uma interação e, portanto não temos comunicação. No caso do aprendizado virtual temos de procurar caminhos, dependendo do perfil de cada grupo, para que o silêncio momentâneo transforme-se, de tempos em tempos em mensagens, em contribuições significativas, em interação proveitosa e prazerosa.
   A aprendizagem em rede, antes de ser um problema de tecnologia e comunicação, é um desafio de mudança. Toda a tecnologia atual aliada à competência dos educadores é que criarão um ambiente favorável. A tecnologia não opera milagres nem produzirá sozinha as transformações no ensino. Se quisermos mudar a educação, a tecnologia pode ajudar, mas teremos que ser nós os agentes de mudança. É fundamental avaliar se o conteúdo está claro e a forma da mensagem está agradável e retém o interessado.
   A Aprendizagem Colaborativa em Rede não é nenhuma novidade, substituta natural do ultrapassado Ensino a Distância tradicional - EaD, utiliza modernas tecnologias da informação com interfaces amigáveis. O que mudou, fazendo com que o velho EaD se torne superado, são os recursos de acesso ao conhecimento colocado a nossa disposição via web, um veículo de comunicação em massa, que proporciona uma excelente interação entre receptores e emissores, se bem usado.
   Acreditamos que, através da Internet, os programas de capacitação pessoal e profissional são, sim, saídas para o ensino, quando desenvolvidos em cima de conceitos atuais de aprendizagem colaborativa e utilizam ferramental adequado a esta mídia e desenvolvidos dentro de uma pedagogia apropriada a educação continuada.
   Hoje a Educação a distancia está em um momento decisivo de sua história no Brasil, momento este para consolidar e garantir cada vez mais o seu crescimento em qualidade e quantidade de pessoas envolvidas, com esta modalidade de ensino no País.




Referências
LITTO F. M. e FORMIGA, M. Educação a distância o estado da arte. São Paulo: Pearson Education, 2009.
NUNES, I. B. A história da EAD no mundo. 1 Capítulo do livro: Educação a distância o estado da arte. LITTO, F. M. e FORMIGA, M. (orgs). São Paulo: Pearson Education, 2009.
ADRIANO ANTONIO FARIA E ANGELA SALVADORI - A educação a distância e seu movimento Histórico no brasil.

Hora da Reflexão!!!!!!

    Olá pessoal! 
 
    Vamos refletir sobre a importância da Educação a Distância não se transformar em uma modalidade de ensino cuja  metodologia tradicional, onde o conhecimento é apenas transmitido, impere, ainda que" meio às escondidas". Embora toda tecnologia utilizada sugira o conhecimento moderno e  atual, encontramos frequentemente na EAD o conhecimento isolado, ou seja, o aluno recebendo informações e conceitos a fim de merecer a pontuação necessária para ser aprovado....completamente tradicional ...
     Precisamos pensar estratégias para que a construção do conhecimento seja relevante e indispensável no ensino a distância. O aluno deve vivenciar situações de aprendizagens interativas, onde opine e interfira, à medida em que vai construindo um novo conceito. Jean Piaget  afirmava  "o principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram."
    Essa é a nossa proposta...pensar , discutir, entender e vislumbrar, por que não,uma educação a frente de nosso tempo! Afinal, o benefício será de todos! Assim se inicia a construção de um mundo melhor.
                                            VEM COM A GENTE!
   
      Carla, Cátia ,Cristina e Joicy.
      Alunas  do Curso de Pedagogia da CEDERJ/UERJ.
   
 Construímos este blog para realizar a atividade  AD1 da disciplina Educação a Distância:
 uma produção sobre como o paradigma unidirecional presente nos meios de massa (impressos, rádio e TV)  encontra-se também presente na EAD tradicional. Ou seja, qual seria a relação entre os meios de massa e  o paradigma da transmissão?