quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Pedagogia da Transmissão

A Pedagogia de Transmissão
Como temos percebido, a educação a distancia surge como mais um meio para se conseguir alcançar uma educação de qualidade, a frente de seu tempo, e que possibilita a superação da pedagogia tradicional, a “Pedagogia da Transmissão”, desde que proporcione a reflexão, a busca pelo conhecimento e questionamento incessante sobre o que se pretende saber.
Mas, o que é  “Pedagogia da Transmissão”? O texto abaixo nos dá uma noção do tema.

A Pedagogia de Transmissão parte da premissa de que as idéias e conhecimentos são os pontos mais importantes da educação e, como conseqüência, a experiência fundamental que o aluno deve viver para alcançar seus objetivos é a de RECEBER o que o professor ou o livro lhes oferecem. O aluno é considerado como uma "página em branco" onde novas idéias e conhecimentos de origem exógena serão impressos. Ainda que tradicionalmente a pedagogia de transmissão venha acompanhada pela exposição oral do professor, (...) a verdade é que em muitos casos a moderna tecnologia educacional com seus complicados conjuntos multimeios pode não ser nada mais que um veículo sofisticado de mera transmissão. É necessário observar que a pedagogia de transmissão não está circunscrita as situações de educação formal, mas quase sempre pode estar presente nas situações de educação não-formal. Assim, quando se criticam os agentes de treinamento em campos profissionalizantes, de usar um estilo autoritário e vertical na transmissão de, por exemplo, novos conhecimentos técnicos, em geral o que se pretende denunciar é uma entrega de conheci-
mentos sem o correspondente esforço para desenvolver as habilidades intelectuais (observação, análise, avaliação, extrapolação, compreensão, etc.)

As possíveis conseqüências desta pedagogia seriam:
No âmbito individual:
- elevada absorção de informação; 
- hábito de tomar notas e memorizar; 
- passividade do aluno e falta de atitude crítica; 
- profundo 'respeito' quanto às fontes de informação (professores ou textos); 
- distância entre teoria e prática; 
- tendência ao racionalismo radical; 
- preferência pela especulação teórica; 
- falta de 'problematização' da realidade.

No âmbito social:
- adoção inadequada de informações e tecnologia de países desenvolvidos; 
- adoção indiscriminada de modelos de pensamento elaborado em outras regiões (inadaptação cultural); 
- conformismo; 
- individualismo e falta de participação e cooperação; 
- falta de conhecimento da própria realidade e, conseqüentemente, imitação de padrões intelectuais, artísticos e 
institucionais estrangeiros; 
- submissão à dominação e ao colonialismo; 
- manutenção da divisão de classes sociais (do status quo).

Parece evidente que a pedagogia da transmissão não coincide com as aspirações de um desenvolvimento baseado na transformação das estruturas, o crescimento pleno das pessoas e sua participação ativa no processo de mudança, evolução.
Finalizando, é bom lembrar que no processo ensino/aprendizagem de capacitação existe um sério perigo de adotar a pedagogia da transmissão: o fato de que se transmitem não só conhecimentos ou idéias, mas também procedimentos e práticas, não altera o caráter transmissivo do fenômeno, já que os procedimentos inculcados provêm integralmente de uma fonte que já o possui e o aluno não faz outra coisa senão receber e adotar (por repetição). Assim sendo, fica evidenciada a falha pela falta de uma postura reflexiva diante de possíveis problemas que venham a surgir.


Nenhum comentário:

Postar um comentário